domingo, 13 de março de 2016

Serial Killers Made In Brazil.



Saudações leitores, hoje venho trazer a vocês pequenas informações de Serial Killers Made In Brasil, um livro da Ilana Casoy que possui 355 páginas e foi publicado pela editora Darkside Books.

Além de relatar o quê são Serial Killers, a obra traz histórias reais acontecidas aqui no Brasil. Para poder se envolver melhor nesse mundo que dá arrepios, contamos com fotos, entrevistas feitas com policiais,  vítimas que sobreviveram e até mesmo com as personificações do mal em terras tupiniquins, que aliás, contaram tudo com bastante frigidez.

Apesar de ter momentos que chegam a ser angustiantes, a leitura é instigada pela curiosidade e pelo modo de escrita facilitado escolhido pela autora.


Sobre o jeito de tentar ocultar o cadáver das vítimas de um dos assassinos:
"Após ver Margareth morta no quarto, pensou que deveria sumir com o corpo dali. Tirou o trinco da porta do banheiro para melhor locomoção, levou-a, e a deitou de barriga para cima. Usou instrumentos bem rústicos, na realidade, os primeiros que viu pela frente: Gilete, tesoura e faca foram os principais usados. Começou a cortar pelos seios, depois foi tirando os músculos e cortando nas articulações, a fim de que o corpo ficasse menor para poder esconder." 




Cada capítulo é dedicado a um assassino, tendo detalhes sobre a história de vida e o Modus Operandi de cada um. No livro também se tem acesso aos relatos sobre as investigações e detalhes de   como as vítimas foram encontradas, incluindo a principal causa de sua morte, como    exemplo, asfixia ou hemorragia. Há também relatos de como os assassinos foram capturados, se estão passando por tratamento psicológico e o tempo de sua pena na prisão.

Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias para compor um inquietante roteiro.


Aqui vão frases citadas por alguns dos assassinos presentes no livro:

“Quando a mulher fica de carne dura, ela fica mais gostosa. 
E só fica mais gostosa quando está morta.”
Monstro do Morumbi.

“Aí eu sentia prazer em beber o sangue deles também,
mas vampiro não existe não.”
Vampiro de Niterói.

Alguns como Chico Picadinho, até citavam frases de nomes famosos em suas entrevistas:

“A gente deve assumir a própria lepra”, que faz referência a Nelson Rodrigues em Anjo Negro (1946).


Espero que minhas poucas palavras tenham atiçado a sua vontade de ler esta obra. Uma boa semana!