quinta-feira, 29 de março de 2012

Se...

E se você morresse antes de mim....

O que eu faria?
quem me acompanharia?
que rumo eu seguiria?

Estou aqui,
você também está.
E se o inesperado surgisse
e nossa carne não viesse a virar pó juntas?

O que eu faria?
quem me acompanharia?
que rumo eu seguiria?

Você me perdoaria pelos erros simples
que poderiam trazer terror, 
sendo considerados crime?
Você continuaria a me amar?
O que eu faria?

quem me acompanharia?
que rumo eu seguiria?

Eu tento não chorar, 
eu sorrio para você
Eu estou fraca, caindo aos poucos
mas eu tento de novo
O que eu faria?

quem me acompanharia?
que rumo eu seguiria?

Espero sempre sermos um em tudo,
não me importa o tempo,
ou  mesmo o porque,
não me importa em que mundo.

Mas e se...





quarta-feira, 28 de março de 2012

Moda Vitoriana

Panos finos, joias com detalhes fascinantes e corset, tudo isso faz parte de um visual sofisticado e complexo. Estou falando da Moda Vitoriana e se existe algo no mundo que não deixou está moda acabar, esse algo  é nomeado Subcultura Gótica.
Quando falamos de trajes góticos vitorianos, estamos falando de releituras, de interpretações livres das características de uma época. É importante que você goste do que está vestindo e se sinta confortável com sua roupa se não, para que usá-la?
A expressão Era Vitoriana se refere ao longo Reinado da Rainha Vitória na Inglaterra.
Há uma variação de vestidos vitorianos, vão desde os mais longos e rodados, a vestidos com sua saia curta na frente e longa atrás, sem contar que são justas.


“A mulher vitoriana usava várias camadas de corpetes. Três ou mais anáguas, uma armação de saia ou crinolina, e um vestido comprido que talvez contivesse vinte metros de lã grossa ou seda, e que freqüentemente, tinha barbatanas no corpinho e era adornado com tecido, fitas e contas complementares. Quando saía de casa, acrescentava um xale pesado e uma grande touca ou chapéu decorado com penas, flores, fitas e véu. Tudo junto, talvez carregasse de cinco a quinze quilos de roupa.” - Lurie

O reinado da rainha Vitória é marcado pela instalação moral e puritanismo, ela era uma figura solene. Em 1840 ela casa-se com Albert, e este torna-se o Príncipe Consorte. Esta época é tida como o apogeu das atitudes vitorianas, período pudico com um código moral estrito. As roupas eram grandes e de cores claras.Em 1861 morre o príncipe Albert e ela mergulha em profunda tristeza, não tirando o luto até o fim de sua vida (1902).

A morte do príncipe Albert marca o início da segunda fase da era vitoriana. As roupas e as mulheres começam a mudar, os decotes sobem e as cores escurecem. A moda vitoriana do luto extremo e elaborado vestiu de preto britânicos e americanos por bastante tempo e contribuiu para tornar esta cor mais aceita e digna para as mulheres.
No final da era Vitoriana as saias já não são enormes, tornando-se mais justas. 

 O novo rei,  Eduardo VII,  é conhecido por seus apetites, amantes, extravagâncias e excessos, o oposto do recato e moralidade de sua mãe. A mais convencional mulher eduardiana e a do final do período vitoriano, já não era tão infantil e frágil.
Novamente, a moda condescendente se alterou para se ajustar ao novo ideal. As curvas se acentuaram, o tecido se tornou mais pesado e as cores mais fortes e sóbrias.

Nas roupas de hoje encontramos traços da moda daquele período, porém a
gora, a excentricidade e o exagero dão lugar à objetividade,  e há mais liberdade feminina.





quinta-feira, 22 de março de 2012

Corsets

Caros leitores, hoje estou com inspiração para falar de roupas novamente. E o assunto de hoje é: Corset.



Espartilho ou Corset é uma peça do vestuário feminino que dispõe de barbatanas metálicas e amarração nas costas. Essa peça tem como objetivo reduzir a cintura e manter o tronco reto e o corpo elegante.
Até á pouco tempo eram considerados como opressores da mulher por também ser sexy e ser usado em conjunto com o cinto de ligas e a meia produzindo uma imagem sensual em momentos íntimos. 


A origem da palavra corset deve-se à junção de duas palavras francesas: “corps” e “serrer”. Esta última palavra é um verbo e significa que algo está fortemente apertado ou contido.
O primeiro corpete aparece no início do século XVI, no reinado de Isabel da Baviera.
Ao longo da história o corpete teve períodos de verdadeira euforia e outros em que foi proibido. Como por exemplo em 1559, o Imperador José da Áustria proibiu que as mulheres jovens usassem o corpete e ameaçou mesmo com excomunhão aquelas que não acatassem a ordem. Outro período difícil para o corpete foi a época da Revolução Francesa, onde simplesmente desapareceu.

O período mais facilmente associado à história do corpete é a época Vitoriana em Inglaterra. No entanto também esse fulgor acabou. Nos anos 90, ironicamente, costureiros franceses, como Jean-Paul Gaultier deram uma nova vida ao corpete. Não para voltar a apertar o corpo das mulheres, mas para homenagear este mesmo corpo. O corpete tornou-se assim um produto apetecível pela moda e assumiu aquilo que provavelmente sempre foi: um dos vestuários mais fetichistas alguma vez criados.

Obs: Existe uma pequena diferença entre o corpete e o espartilho, o corpete cobre também os seios e as ancas, o espartilho cobre apenas a cintura.


Corpetes e Espartilhos:










terça-feira, 13 de março de 2012

O que escrevo?

O que devo escrever?
a agonia de um novo poeta
ou como talvez a vida seja bela?
Nunca sei o que devo escrever.
Sei que vagarosamente a tinta negra
inunda as alvas páginas vazias
e desta inundação nasce uma vida.

Palavras sem nexo foram ordenadas.
Se expressar através de rimas
pode ser fácil,
pode ser enigma.
Quando o final fala alto,
não se tem mais cadafalsos.
O que importa é o que diz a bela menina.

segunda-feira, 12 de março de 2012

If It Doesn't Kill You - Siouxie Sioux



 Não chore, não tenha medo
Uma voz de cura Beija seu ouvido
Em seus sonhos, em sua visão
Uma voz suave falando sabedoria
Se isto não te matar te moldará.
Se isto não te quebrar vai te fazer
Seque seus olhos, não derrame lágrimas
Uma voz de cura acariciará seu ouvido
Sonho de voo em foguete
perfurando através do eclipse lunar
Não seja amargo, não fique triste
Todos os seus tormentos, são flores desabrochando
Se isto não te matar te moldará
Se isto não te quebrar vai te fazer
Não tenha medo  não derrame uma lágrima
Eu estou aqui
Se isto não te matar te moldará
Se isto não te quebrar
Ele vai fazer você.

Confira a biografia de Siouxie clicando aqui








Biografia - Siouxie



Susan Janet Ballion, nascida em 27 de Maio de 1957 no Bromley, em Londres, é mais conhecida como Siouxsie Sioux. É a vocalista de uma das bandas mais influentes do punk rock/pós-punk/gothic rock, Siouxsie and the Banshees, e de seu projeto paralelo formado com Budgie, a banda The Creatures.


Em meados da década de 1970, Siouxsie Sioux pertenceu ao Bromley Contingent, um grupo de jovens fãs do Sex Pistols. 
Ela é a mais nova entre três irmãos e nasceu no Guy's Hospital no Sul de Londres. Estudou na Mottingham Secondary Modern School for Girls, em Kent.
Sua mãe foi uma secretária bilingüe, e seu pai um técnico de laboratório.


Quando Sioux tinha 14 anos, seu pai faleceu devido complicações com o alcoolismo. Aos 15 anos, sofreu de colite ulcerosa, uma experiência que mais tarde ela descreveu como "surreal" e declararia mais adiante que "isso desromantizou completamente o corpo para ela."


Durante a sua adolescência, ela começou a se aprofundar em músicas de gente como David Bowie, Lou Reed, T Rex e The Stooges. Começou também freqüentar os clubes e boates londrinas nesta época. Ela se tornou bastante conhecida no cenário punk de Londres devido ao seu chocante jeito de se vestir, que incorporava camisetas com imagens sexuais e palavrões, correntes e acessórios sadomasoquistas, bem como um novo estilo de maquiagem com destaque ao uso de lápis delineador preto nos olhos, o que acabaria se tornando base tanto para a moda gótica quanto para o estilo punk.


Além disso, ela trabalhou por um tempo como modelo vivo da vitrine da loja de Vivienne Westwood (famosa estilista punk).
A primeira aparição de Sioux foi com Siouxsie & The Banshees, numa apresentação no "Punk Rock Festival" realizado no 100 Club's - duas noites no mês de Setembro de 1976 - organizado por Malcolm McLaren.


Kaleidoscope, iniciou a fase gótica da banda e fez de Siouxsie a Rainha dos góticos. Esse álbum contou com a participação de Steve Jones do Sex Pistols nas faixas ´Paradise Place´ e ´Skin´. Sintetizadores também foram utilizados e muito bem na ´Red Light´. ´Happy House´ e ´Christine´ fizeram muito sucesso e conquistaram mais fãs que não ligaram para as críticas das publicações inglesas que chegaram a classificar o álbum como inaudível.


Mc saiu da banda por causa de desentendimentos com Siouxsie, após o lançamento de A Kiss In The Dreamhouse, em 82. Foi substituído temporariamente por Robert Smith, do Cure. A voz de Siouxsie soa mais suave neste álbum, pois por recomendações médicas ela teve que maneirar para não perder a voz de vez e ter de ficar sem cantar pro resto da vida.Robert Smith participou da turnê de 83, dando resultado ao álbum duplo ao vivo Nocturne. Em 83, Siouxsie e Budgie formaram o Creatures e lançaram o LP Feast. Nesse mesmo ano, Steven Severin se uniu a Robert Smith na dupla Glove. 


Em Tinderbox lançado em 86, a banda assume uma nova formação, com John Carrythers na guitarra, e que traz talvez seu maior hit ´Cities In Dust´. Mais Siouxsie não tem boas lembranças dessa época, pois durante a turnê em 85, ela deslocou o joelho no palco, machucou um nervo nas costas e brigava freqüentemente com Budgie por motivos de ciúme, chegando a chutar uma janela de vidro.Mesmo assim, a banda fez uma participação no filme Out Of Bounds – Chuva De Chumbo, cantando ´Cities In Dust´. Também em 86, foi o ano da turnê em terras brasileira.


Em 91 foi lançado o álbum Superstition, que chegou a entrar na Bilboard e causou controvérsia entre os fãs, uns amaram enquanto outros odiaram. Nesse ano a banda apresentou-se na primeira edição do Lollapalooza e foram muito bem recebidos pelo público, já que eram os únicos ingleses do festival. Em 25 de maio deste ano, Siouxsie e Budgie se tornaram marido e mulher.


Twice Upon A Time – The Singles foi a segunda coletânea da banda, e traz a música ´Face To Face´, feita para a trilha sonora de Batman Returns, além do lados B ´Fireworks´ e um remix de ´Fear (Of The Unknown)´.


O último álbum viria em 95, o épico The Rapture. Um álbum triste e nostálgico, com melodias bastante variadas e que contou com a produção de John Cale. Nas últimas turnês da banda houve ainda uma mudança – saiu Jonh Klein e entrou Knox Chandler ex Psychedelic Furs. Eles ainda vieram novamente ao Brasil, repetindo o sucesso da primeira vez. Em abril de 1996, Siouxsie resolveu desfazer a banda, curiosamente após o Sex Pistols anunciarem a sua volta. Siouxsie era a tiete-mor dos Sex Pistols e hoje é a eterna sacerdotisa do rock gótico. Susan Ballion já tem um lugar garantido na história do rock, afinal é raro o artista com o carisma e a identidade visual de Siouxsie Sioux. A voz forte, o olhar marcante e ausência de sorrisos completam a diva louca.


Hoje Siouxsie segue com seu marido Budgie no The Creatures, que anteriormente era apenas um projeto paralelo. Em 2004 boatos davam conta que a banda iria retornar para alguns shows, mas não passou de conversa entre fãs.

domingo, 11 de março de 2012

Mundo Obscuro

Estava a ler o blog da Lady Karollini que já havia lido a um certo tempo e encantei-me novamente. O trabalho dela é superempreendedor, a cada dia que olho, viajo mais e mais dentre palavras de sombrias luzes. 
Parabéns Karollini!!!
Deixarei aqui algumas palavras encontradas no "Mundo Obscuro: Não sei o que fiz da vida".

A escuridão 
Tomou conta do dia .
Faz se constante ventania .
E a chuva que a atravessa 
Me deixando imersa ,
Em minha constante solidão .

Uma confusão terrível me preenche .
Um medo horrível me desfaz .
As constantes lágrimas , 
Me desmancham em rios .
Soluços doloridos , 
Se trancam em minha garganta .

Trancada , eu fico .
Desmoronada , eu fico .
Todos os muros caíram .
Transformaram-se em pó .
Cinzas .

O resto do que um dia foi fortaleza .
Hoje se transforma em fraqueza !



Vale a pena conferir o blog desta senhora das sombras:
http://naoseioquefizdavidak4.blogspot.com/

sábado, 10 de março de 2012

Medo de mim


Lentos foram os momentos de sofrimento, meu único segredo era um livro negro.
Senti os olhos esbugalhados como os de uma criança com medo da noite. Cães latiam e gatos miavam em busca de um ruído respiratório, porém, o que falava alto não era nada a mais que a voz do silêncio.
Os desenhos simbólicos apodrecem junto a esta carne, onde o sangue escorre pelos poros.
Após três horas de chamas, as páginas começaram a ser queimadas. Resquícios? Ninguém sentiu mais nada.

Tenho medo do que escrevo,
medo do meu reflexo no espelho.
Quando eu estiver vestida de preto
não me chame, pois não lhe vejo.
Aramaico mistura-se com latim,
demônios com querubins.
Padres, bruxos, pastores, espiritas,
para cada um, uma diferente saída.
Ou você aceita ver, ou...
Apele para morrer!

terça-feira, 6 de março de 2012

Rosas - Expressão de um sentimento



"Há muito tempo atrás um rei muito rico tinha tudo o que queria. Porém apaixonou-se por uma plebéia e como esta foi um das primeiras a cultivar rosas.Todos acreditaram que as rosas tinham um poder de feitiço e que a plebéia era bruxa.” 


As rosas são, desde muito, consideradas como um símbolo de carinho, amizade, amor, paixão e da perfeição da criação divina e da pureza de coração. Desde os mais antigos primórdios da nossa civilização se encontram relatos de rosas sendo cultivadas, colhidas e presenteadas como gesto de carinho, respeito e elegância. Ninguém sabe ao certo o seu lugar de origem e nem como se originou. Apenas sabemos que, essa linda obra da criação, teve a sua origem no longínquo oriente. E, desde então, vive cercado pelos seus mistérios e por todo o seu magnetismo. Não há nada que supere as rosas para expressar um sentimento. Um buquê de rosas de cores variadas sempre será uma excelente maneira de expressar uma variedade de emoções. Mas seja qual for a cor, em botão ou já completamente aberta, as rosas sempre tem um poder mágico de expressar emoções profundas entre os seres humanos e abrilhantar os momentos importantes das nossa vidas. Solte a sua imaginação, siga a sua intuição e crie os mais variados resultados. As rosas sempre serão uma das maneiras mais poderosas de impressionar alguém. Da mesma forma que as suas cores encerram um significado oculto e, de certa forma, misterioso; as rosas podem assumir ainda significados conforme se apresentam durante o ato de presentear. Um buquê de rosas bem cheio é sinal de gratidão. Rosas vermelhas e rosas brancas num mesmo arranjo simbolizam paz, união e harmonia. Rosas amarelas com vermelhas significam alegria. Rosas vermelhas com rosas cor de rosa, é amor apaixonado ou solidariedade e amizade se forem de um tom mais para o claro. Rosas coloridas com predominância de vermelhas significa amor feliz e pleno. As cores das rosas têm significados distintos.



Trouxe-te rosas negras
Tais quais os teus cabelos
Contraste perfeito com tua pele
Desejar-te-ei por noites inteiras

Pétalas orvalhadas
Espalho-as por todo chão
Onde antes haviam cacos
Deixe também tuas roupas espalhadas

Perfumes a se misturar
Rosas e jasmins em sintonia
Tentações em teus confins
Meu corpo ao teu, inteiros a se juntar

Toques aveludados
Mãos que se enlaçam
Beijos carmesim me enfeitiçam
Teus mistérios a mim revelados