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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Catedral da Sé




Construída no período de 1913-1954, projetada pelo alemão Maximiliam Emil e localizada no centro de São Paulo, a atual Catedral da Sé está entre os cinco maiores templos Neogóticos do mundo.

Com todas as suas peças trazidas da Itália, seu estilo foi inspirado nas antigas catedrais europeias.


Após um longo período de deterioração, a catedral foi reformada, ganhando 14  torres e revitalização dos sinos, além de ganhar também, acabamentos que não foram possíveis de ser feitos antigamente. Em 2002, lá estava ela, com as portas abertas novamente!




O que não poderia faltar em uma igreja com marcas da era medieval seria o instrumento tão bem tocado e apreciado por pessoas naqueles momentos:

Fabricado em 1954, o órgão desta catedral tem cinco teclados manuais, 329 comandos, 120 registros e 12 mil tubos, cujas bocas, de forma gótica, apresentam relevos entalhados à mão.


A arquitetura envolve todo um Estilo Gótico: Formato de cruz latina, muitos arcos e uma linda rosácea na entrada principal, porém, foi considerada uma arquitetura Neogótica, pois também há elementos de outros estilos em sua construção.
Suas duas principais torres possuem 92 metros cada e a capacidade de pessoas nesta linda obra é de 8.000. Sem dúvidas, uma enorme e maravilhosa estrutura.


O altar foi feito em mármore Carrara e as imagens em bronze. Sua cripta pode ser considerada uma verdadeira igreja subterrânea. Ali encontram-se trabalhos do escultor Francisco Leopoldo e o mausoléu em bronze do cacique Tibiriçá, chefe dos índios guaianazes, que acolheu os primeiros jesuítas no planalto de Piratininga e, com seu auxílio, possibilitou a fundação da cidade de São Paulo. Também lá estão os túmulos dos bispos da diocese de São Paulo e de Diego Antônio Feijó.



Fontes: 

Wikipédia;
Catedral da Sé.





domingo, 5 de fevereiro de 2017

Galeria do Rock: Entrevista com Vampiros

Saudações leitores! Hoje trouxe uma entrevista que fiz à algumas pessoas num encontro que houve em frente a loja Profecias na Galeria do Rock. Deixarei aqui  um pouco da conversa com os maravilhosos Lords e Ladies que, por motivos pessoais, não quiseram seus nomes aqui.




Vamp: Como você conheceu a subcultura gótica e o que te levou a fazer parte dela?

Lord: Minha mãe é gótica.
Vamp: O fato de sua mãe ser gótica foi o que te fez entrar no movimento?
Lord: Não, ela sempre me deixou livre. Tive minhas escolhas e resolvi segui este caminho.
Vamp: Algumas pessoas dizem que um gótico já nasce com a alma soturna. Que acha disso?
Lord: Com o tempo você vai ganhando conhecimentos e passa a dar valor a eles, então vai se transformando naquilo que se quer. Não se pode nascer gótico.
Vamp: Você acha que o fato de, as bandas pioneiras como The Cure ou Bauhaus serem bem ouvidas no meio gótico atrapalha os adeptos da subcultura de ouvirem bandas que não são consideradas post-punk?
Lord: Não. Isso é muito ortodoxo; você pode ouvir outras variantes.
Vamp: A moda vitoriana, assim como a fetichista é forte dentro do movimento gótico. Qual sua opinião sobre elas?
Lord: A moda vitoriana representa a volta ao tempo clássico, acho isso bem legal. Já a fetichista, demonstra alguns de muitos desejos que as pessoas oprimem. Isso é a moda gótica.
Vamp: A literatura também faz parte da subcultura. Quais autores você indicaria para as pessoas que estão adentrando neste mundo?
Lord: Sthephan King, (Conhecido por sua escrever ficções cientificas e horror) e Edgar Allan Poe (Conhecido com um dos primeiros autores americanos de conto e romance).




Vamp: Como você conheceu a subcultura gótica e o que te levou a fazer parte dela?

LadyA: Conheci sozinha. Vi coisas sobre góticos na TV e pesquisando vi que é bem diferente da imagem que eles passam. Depois conheci alguns amigos que me trouxeram à galeria do rock e aprendi muito aqui.
LadyN: Eu sempre escutei rock e de todos os gêneros e subgêneros que fui conhecendo, me identifiquei mais com o gótico e assim ficou.
Vamp: As pessoas nascem com a alma gótica? Algumas pessoas dizem que sim. Qual sua opinião sobre isso?
LadyA: Não. É tudo uma questão de identificação depois de agregar alguns valores.
LadyN: Quando criança você pode gostar de elementos góticos não sabendo o que é isso, mas depois que conhece tal coluna e suas diversas formas de expressão, você pode se identificar com algumas delas e ter uma tribo para adentrar.
Vamp: Você acha que as bandas do movimento atrapalham os góticos de ouvirem bandas de outras variantes?
LadyA: Bom, eu também escuto Guns n' Roses (risos); O fato de você ser gótico não te atrapalha em ouvir ouvir outras bandas.
LadyN: As pessoas criam padrão para tudo, acham que se você participa de um grupo você deve ser fechado apenas as roupas e músicas dele. Você pode ser gótico e de repente ouvir um heavy metal. O gótico não é fechado, é tanto que dentro dele há "um leque" de estilos, como o Cyber Goth, por exemplo. Nenhum grupo deveria deixar seus membros presos a apenas uma coisa, mesmo com muitas bandas, seria monótono.
Vamp: O que você acha da moda vitoriana?
LadyA: Demonstrar a feminilidade de um modo clássico, é muito bonito. A moda vitoriana faz isso. Na maioria das vezes uso este estilo na rua, o problema é que as pessoas tem muito preconceito, elas tentam disfarçar, mas o olhar não nega.
LadyN: O gótico é romântico e no século XIX isto estava em alta, não trouxe apenas a feminilidade a mulher, fez também os homens reconhecerem sua fragilidade e quererem conhecer mais dela, além de se tornarem mais elegantes para poder conquistá-las. Sou um pouco fetish, mas também gosto do Victorian Style. (Risos).




Coloquei estas poucas questões aqui no blog para que seja mais perceptível o que muitas pessoas sabem, como, que para participar de uma tribo urbana você não precisa se prender totalmente a ela. Se entregar é legal, mas isso não te faz prisioneiro de algo que muitas pessoas inventam regras. Cada pessoa adquire o conhecimento de um modo e em tempos diferentes.