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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Morticia Addams


Morticia Addams (derivado de "Mors Mortis", palavra latina para Morte) é uma bela mulher, que chama atenção de todos com sua postura elegante. A personagem se originou nos cartoons de Charles Addams em 1930. Devido ao grande sucesso dos cartoons, os mesmos tiveram adaptações para a televisão e o cinema. Nestas adaptações, as atrizes mais conhecidas por retratarem Morticia foram Carolyn Jones e Anjelica Houston.

A Família Addams é uma história diferente, sendo assim, a personalidade da senhora Addams também não fica de fora desse adjetivo. Além de sua aparência pálida, corpo como o de um violino prestes a ser tocado, vestes negras e sensualidade no olhar, Morticia é uma mulher que pensa em todas as suas atitudes com clareza, sempre evitando ser impertinente. Ela também não é do tipo que se exalta com pouco, estando com um rotineiro semblante agradável, porém, ao mesmo tempo, muito sério e é exatamente isso que faz dela uma pessoa maravilhosa.



Outra característica marcante dessa personagem é a paixão pelo seu marido Gomez e todo seu orgulho em demonstrar isso. O casal é sempre muito intenso e verdadeiro. Ambos admiram um ao outro e sempre estão em busca da perfeição, demonstrando suas qualidades e corrigindo das melhores formas os seus defeitos.



Exercendo um belo papel de filha, esposa e mãe, a senhora Addams sempre desconfia das coisas até conseguir tempo o suficiente para acreditar em tudo o que acontece ao seu redor, o que a torna uma personagem muito cuidadosa. Para Morticia, a família vem antes de tudo.


Na série de televisão original, Morticia foi interpretada por Carolyn Jones.
Em cada episódio da trama ela atrai facilmente o marido Gomez, sempre o elogiando em línguas estrangeiras. Morticia é fascinada por plantas. Ela gosta de cortar os brotos das rosas frequentemente, mantendo apenas seus caules com espinhos. Tem uma planta carnívora chamada Cleópatra, a qual sempre está alimentando. Morticia também tem uma afinidade por garantir que sua família defenda a maneira tradicional de Addams, e geralmente é a mais surpresa quando um dos clãs se perde e faz algo "agradável".



No filme The Addams Family  e sua sequência Addams Family Values, a personagem foi interpretada por Anjelica Huston e tinha sempre um brilho fantasmagórico ao redor dos olhos, que se tornava mais perceptível quando ela estava de pé ou deitada na penumbra. A personagem continua calorosa com sua família, sedutora e de fala mansa. Ela é quem consola Gomez quando ele está no seu nível mais baixo e prova sua lealdade feroz à família quando existe a necessidade de confronto com outras pessoas. Mortícia também demonstra uma capacidade surpreendente de suprimir a dor. 



Em 2010 havia um projeto em desenvolvimento para contar mais uma aventura dos Addams,  uma animação em stop-motion, que seria dirigida por Tim Burton. Porém, o projeto foi cancelado.

Mas não fique triste! A Universal Pictures, junto a Greg Tiernan e Conrad Vernon, fez uma produção para levar novamente uma das famílias mais famosas do mundo ao cinema. Como não poderia deixar de ser, a clássica trilha sonora estará presente no filme que terá sua estréia dia 31 de outubro deste ano.

Na nova trama, os Addams vão enfrentar a ira dos seus novos viznhos após irem morar em Nova Jersey. Além disso, Wandinha se torna uma adolescente rebelde que passa a usar uma fivela com desenho de unicórnio para contrariar sua mãe, Morticia. E o final dessa história? Só assistindo para saber. 




Fontes:
Revista Galileu
pt.wikipedia.org
addamsfamily.fandom.com

domingo, 14 de julho de 2019

O jardim


Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;
Onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;
E as paredes e as colunas são idéias que passaram.
Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.
Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.
Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.
E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.
A visão de dias idos em mim ressurge e demora,quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.
E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.

O jardim - H. P. Lovecraft.

terça-feira, 5 de março de 2019

Diário de uma Escrava.

Cerca de 250 mil pessoas desaparecem anualmente no Brasil. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Publica, esses números ainda podem ser inferiores a realidade, devido a falta de investigação dos casos.


Quantas Lauras existem no mundo nesse exato momento?

Essa ficção escrita pela gaúcha Rô Merling e lançada pela editora Darkside Books em 2016, foi baseada em sete casos reais de sequestros, os quais estão descritos brevemente no final do livro.

Laura é uma adolescente que foi raptada e trancafiada em um buraco escuro por um homem de aparência totalmente fora de suspeitas, mas na realidade é um ser tão doentio a ponto de deixar o leitor perplexo ao visualizar todas as suas atitudes perversas.

Mesmo diante de uma personalidade puramente má do "Ogro" e entre torturas sexuais e psicológicas cometidas por ela, Laura busca de forma inimaginável alguma maneira de sobreviver ao caos que tomou conta de sua vida.

Grande parte da história é contada pela protagonista, mas também contém fragmentos de relatos da sua família e da polícia.



"Ficava para trás a menina Ursinha, a Laura da mãe e do pai, a namoradinha do Mauro. Ficava para trás minha inocência, meu amor, minha paz, minha caridade e minha fé. Ficava para trás meu ser humano, e morava em mim agora uma escrava. Eternamente escrava."

Apesar da narrativa repugnante, o livro se torna hipnótico pelo fato de mostrar a esperança no livramento das tensões a partir da mudança de personalidade e planos arquitetados por Laura. Porém a autora trás à obra um desfecho chocante, onde mais uma vez podemos notar que assim como a realidade, nem toda leitura será um conto de fadas.

"Diário de uma escrava" apresenta um retrato cru de atos que são corriqueiros ao nosso redor. É o tipo de coisa que  realmente causa medo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Resenha - Exorcismo.


O livro ''Exorcismo'', escrito por Thomas B. Allen e lançado pela editora Darkside Books em 2016 é a adaptação dos escritos de Willian Petter Blatty em ''O Exorcista', lançado em 1971 nos Estados Unidos e em 1972 no Brasil. 

Possuindo uma cruz desenhada em auto-relevo, que causa sensação de aspereza quando tocada e alguns detalhes que lembram arranhões feitos por unhas, a arte de capa já encanta o leitor que é apegado em literatura de terror.
Abrindo o livro podemos ver uma Tábua Ouija impressa acompanhada com uma Planchette que pode ser usada como marcador, lembrando que o livro já tem seu próprio marcador de cetim.



No prefácio o autor relata sobre o filme ''O Exorcista'', que também foi adaptado da literatura de Willian Peter Blatty, e todo seu sucesso. Conjuntamente relata a forma de como o autor chegou até a cópia do diário que conta cada fase da árdua jornada com a família Mannheim e que esteve escondido por muito tempo, mas foi descoberto por intervenção do destino.

Após isso temos o capítulo chamado ''Quem está aí?'', que fala sobre o início da história de Robert Mannheim, um garoto de 14 anos prestes a ser possuído por uma entidade demoníaca e sua tia Harriet, uma mulher espírita, que sabendo do fascínio do garoto por jogos o apresentou o tabuleiro Ouija, pois acreditava na comunicação com almas desencarnadas.

Coisas estranhas passaram a acontecer após o contato de Rob com o tabuleiro e é aí que a trama realmente inicia. Gritos, rangidos, batidas e arranhões começam a assustar a família Mannheim e com esses eventos acontecendo frequentemente são envolvidos no caso pastores, padres e psicólogos, todos passando por experiências assustadoras.


Ao contrário de Blatty, que moldou suas investigações em romance, Allen fez tudo de forma jornalística, separando a obra não só por capítulos, mas por datas, sendo que essas são confirmadas no diário do padre Walter Halloran, participante do exorcismo. Os acontecimentos excêntricos  descritos no livro não saíram da minha cabeça tão cedo.

A obra foi elogiada pelo casal de investigadores paranormais  Ed e Lorraine Warren, que resolveram muitos casos malignos, como o de Amityville. Parecendo ficção, o documentário envolve o leitor a cada página, acredite ele em fenômenos sobrenaturais ou não.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Serial Killers Made In Brazil.



Saudações leitores, hoje venho trazer a vocês pequenas informações de Serial Killers Made In Brasil, um livro da Ilana Casoy que possui 355 páginas e foi publicado pela editora Darkside Books.

Além de relatar o quê são Serial Killers, a obra traz histórias reais acontecidas aqui no Brasil. Para poder se envolver melhor nesse mundo que dá arrepios, contamos com fotos, entrevistas feitas com policiais,  vítimas que sobreviveram e até mesmo com as personificações do mal em terras tupiniquins, que aliás, contaram tudo com bastante frigidez.

Apesar de ter momentos que chegam a ser angustiantes, a leitura é instigada pela curiosidade e pelo modo de escrita facilitado escolhido pela autora.


Sobre o jeito de tentar ocultar o cadáver das vítimas de um dos assassinos:
"Após ver Margareth morta no quarto, pensou que deveria sumir com o corpo dali. Tirou o trinco da porta do banheiro para melhor locomoção, levou-a, e a deitou de barriga para cima. Usou instrumentos bem rústicos, na realidade, os primeiros que viu pela frente: Gilete, tesoura e faca foram os principais usados. Começou a cortar pelos seios, depois foi tirando os músculos e cortando nas articulações, a fim de que o corpo ficasse menor para poder esconder." 




Cada capítulo é dedicado a um assassino, tendo detalhes sobre a história de vida e o Modus Operandi de cada um. No livro também se tem acesso aos relatos sobre as investigações e detalhes de   como as vítimas foram encontradas, incluindo a principal causa de sua morte, como    exemplo, asfixia ou hemorragia. Há também relatos de como os assassinos foram capturados, se estão passando por tratamento psicológico e o tempo de sua pena na prisão.

Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias para compor um inquietante roteiro.


Aqui vão frases citadas por alguns dos assassinos presentes no livro:

“Quando a mulher fica de carne dura, ela fica mais gostosa. 
E só fica mais gostosa quando está morta.”
Monstro do Morumbi.

“Aí eu sentia prazer em beber o sangue deles também,
mas vampiro não existe não.”
Vampiro de Niterói.

Alguns como Chico Picadinho, até citavam frases de nomes famosos em suas entrevistas:

“A gente deve assumir a própria lepra”, que faz referência a Nelson Rodrigues em Anjo Negro (1946).


Espero que minhas poucas palavras tenham atiçado a sua vontade de ler esta obra. Uma boa semana!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Literatura Gótica


Durante a renascença (séculos XV a XVI), a fé medieval e a visão carregada do mundo foram substituídas pela inspiração no equilíbrio da antiguidade clássica. A temática gótica funde-se a mitologia greco-romana.

A renascença consagraria o espirito do desenvolvimento da racionalidade, opondo-se aos dogmas absolutistas da fé católica.



No início do século XIX, escritores procuravam se afastar das regras clássicas, valorizando a predominância da sensibilidade e da imaginação. No núcleo do romantismo encontramos a vida sobre um prisma caótico.
Explorando aspectos obscuros da alma humana, os autores romanticistas questionam o socialismo estabelecido e convidam seus leitores a ver o lado menos agradável da vida, mas não o menos real.



As influências dessa forma de visão irradiam-se por obras de muitos gêneros: Romance, horror, fantasia e até ficção científica. O questionamento do "Eu" sobre a vida sempre se fez presente.
A expressão fornece contornos distintos as coisas do além, da vida e da morte.



Uma boa viagem pela estrada da literatura gótica começa por O Castelo de Ortanto (1764), do autor Horace Walpole, que aborda castelos em ruínas e um clima de mistério sobrenatural. Frankenstein de Mary Shelley (1816), que se destaca pelo tocar na discriminação da estética do horrível.
Drácula de Bram Stoker (1992), também faz parte disto e além de ser uma das grandes inspirações para os romanticistas, é também, o segundo personagem mais abordado da história, seguido por Jesus Cristo na terceira posição.



Ann Radcliffe cita em suas obras cenários misticos que ajudou o gótico que explicaria fenômenos até então inexplicáveis. Sua técnica de escrita foi significativa, pois levou um grande respeito para a literatura gótica.
Lord Byron é um dos poetas mais apreciados da literatura inglesa e tinha uma boa crítica social, sabendo expressar bem a tristeza humana.
Edgar Allan Poe, escritor conhecido por seus parágrafos românticos e  macabros também está incluso na história do movimento literário gótico. 
Charles Baudelaire demonstra o simbolismo e modernismo em suas escrituras. Uma das obras mais conhecidas deste é As flores do mal.


Caros leitores, este foi um breve resumo sobre a Literatura na cena gótica, espero que não tenha sido cansativo e esteja bem explicado. Estarei sempre aguardando e agradecendo sua visita. 
Vamp.



Fontes:
O renascimento cultural europeu
Wikipédia