domingo, 8 de fevereiro de 2015

Um simples adeus



Eu sempre quis um descanso belo. 
Não quero pessoas que não dão importância fingindo lágrimas.
Quero que quem me amou procure a felicidade além da que já existe, mas, que não se esqueça de minhas rosas.
Se as promessas que fiz não foram cumpridas, perdoem-me, foi porque não pude.
Pedaços de meu coração encontravam-se podres; eram os dos que estavam mais próximos a mim. Senti falta de carinho durante um bom tempo.
Minha mente elevou as imperfeições que em meu corpo estão.

Derramei sangue para tentar esquecer a dor. A dor continuava, mas eu tentava e não me cansava, até escondê-la apenas por um momento.
Eu desejava ser criança, ter um vestido azul e brincar. Mas já fui, não os tive e o tempo não volta.
Senti meu corpo esfriar a ponto de empalidecer.
Meus olhos tremiam e não queriam mais ficar abertos, então, os batimentos cardíacos perdiam o compasso de vagar. Minha respiração o seguia.

Hoje uma parte de mim está onde você pode ver. Vestida de preto, com um rosário em meio as mãos entrelaçadas. Sem cor, sem sofrimento.
A outra parte pode ver você lendo as palavras que escrevi enquanto pude.

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