sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Canção do Súcubo

Proclame o hino profano
e deleite- me em teus panos.
Panos já manchados do liquido do prazer,
Da doçura do pecado.
Aproveite enquanto pode me ter.
 † 
Com o olhar me devore
E com a saliva me excite.
Apavore-me e ganhe-me
sussurrando palavras
deste vasto mundo triste
 † 
Deguste-me,
como um lobo imundo
que rapidamente
degusta o cadáver
de um cordeiro virgem.
 † 
Deguste-me,
como se fosse
o ultimo dia da sua vida.
Como se eu fosse do esgoto,
A única saída.
 † 
Deguste-me,
arranque sangue
Da minha boca
e rasgue minha pele,
como uma fera louca.
 † 
Deguste-me,
saciando seu desejo de prazer,
obtendo o que queria ter
e que obviamente,
não quer perder.
 † 
Deguste-me,
leve minha alma pura,
destrua o que lhe tortura.
Deseje-me, ame-me.
Tome posse do meu corpo.
 † 
Deguste-me,
até meus lábios
ficarem secos e azuis.
Espere meu corpo putrefazer
e durma com ele até o alvorecer.

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