quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Aflita



Quando seu corpo implora para ficar sozinho, e dentro de um mausoléu, esquecer o mundo em que está, às vezes saciar o desejo avassalador de sua alma por uma companhia pode ser um belo objetivo.
Quando tudo parece está dando certo há uma sombra que lhe empurra para um precipício e te deixa morrer no cemitério da saudade.

Eu queria que as estrelas brilhassem para suavizar meu tormento destas madrugadas frígidas.
Eu queria que as flores não fossem mais esmaecidas e pudessem liberar o perfume da liberdade...São apenas desejos vãos...

O tempo me dilacera e o sangue envolve meu corpo nu em busca de prazer, mesmo que este não seja eterno.
A tristeza me aflige, mas eu deleito e tento esquecer. 



5 comentários:

  1. No frio da madrugada repouso eu em minha dor, lendo esse poema pensando na morte. Seu poema é o reflexo da minha alma em agonia!

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    1. Que bom que descrevi com palavras o que estais sentindo. Quando encontramos algo que é capaz de expressar nossos pensamentos, ficamos um pouco aliviados, inclusive quando sabemos que há pessoas que sentem a mesma dor e estão continuando. Isso ajuda a nos fazer continuar também.
      Obrigada pela visita e pelo comentário. Volte sempre!

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  2. http://paulauskas.deviantart.com/art/Lonely-68391942

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