sábado, 8 de setembro de 2012

A Dança Tribal


Saudações novamente! Hoje postarei um pouco do que estudei sobre dança tribal, para que, você possa entender o próximo assunto do blog, a Dança Tribal Gótica, uma modalidade que eu muito aprecio, e que  combina bastante com a nossa subcultura. Espero que gostem, brevemente voltarei com meus poemas e mais informações sobre nosso mundo.
Boa leitura.
Conceito

Estilo Tribal é uma modalidade de dança que, tendo como base a dança do ventre, funde arquétipos, conceitos e movimentos de danças étnicas das mais   variadas   regiões,   como   o   Flamenco,   a   Dança   Indiana   e   danças folclóricas   de   diversas   partes   do   Oriente,   desde   as   tradicionais
manifestações folclóricas já bem conhecidas pelas bailarinas de dança do ventre às danças tribais da África Central.

Falar sobre Tribal é mostrar, com o corpo, a rede cultural dos povos do mundo.
O termo se refere à comunidade, grupo, família, aspectos do feminino que trabalham a preservação da espécie, o cuidado com o outro, a manutenção da vida e do lar.
Para dançar Tribal é preciso conhecer as etnias que irão compor o estilo   através   de   estudo,   o   que   fará   com   que   nos   aproximemos   das diversidades culturais, dando margem à nossa compreensão das mesmas.

O Estilo Tribal parece preencher a lacuna aberta na liberdade criativa, poética das mulheres, o que elas chamam de mistério feminino oriental. Existe, de fato, uma construção imagética forte que permite um retorno ao passado e ao mesmo tempo, uma perspectiva de futuro. Interessante observar que esta dança parece ter êxito no intento de unir o moderno ao ancestral.
A Dança Tribal permite a liberdade criativa, as artistas podem   ampliar   seu   vocabulário   gestual, utilizando   técnicas   tanto   ocidentais   quanto orientais, toda criação é bem vinda no Tribal.

Quando surgiu

Surgiu nos  EUA, em 1969, quando a dançarina Jamila Salimpour, ao  fazer  uma viagem ao  Oriente, se encantou  com os  costumes  dos  povos tribais. Fascinada  pela  dança, pela  estética  e pelo  universo  místico  do  Oriente, Jamila resolve acrescentar  e mesclar os elementos que havia conhecido na viagem. Junto à sua trupe   Bal   Anat,   Jamila   passou   a   desenvolver   coreografias   que   utilizavam   passos característicos da dança oriental e acessórios das danças folclóricas. Ela tomou como base as   lendas   tradicionais   do   Oriente   para   criar   uma   espécie   de   dança-­teatro, criando   um figurino inspirado  no vestuário  típico  das  mulheres  orientais, que ficou como uma das características mais marcantes do Tribal.
Poderia-­se pensar  que a origem da Dança Tribal se restringiria à década de 1970,  quando  foi criada, mas,  por  traz   desse   movimento  podemos   observar   que,  na verdade esta dança é produto de uma onda cultural, estética, exotérica, que começou a se formar  e tomar  corpo no cenário mundial a partir  das décadas de 1960 e 1970. Ela diz respeito a um discurso que falava da sacralidade do planeta, movimento que culminou com o surgimento da cultura Hippie; dos grupos de Bruxaria, surgidos na Inglaterra e depois disseminados nos Estados Unidos; de uma revalorização do Xamanismo; da emancipação feminina; e do crescimento de movimentos ecológicos.

É muito  provável que o  trabalho  das  dançarinas  do  Estilo  Tribal tenha sua
origem na conexão com a consciência de Gaia. É conhecida a teoria de McKenna de que o planeta  Terra  tem uma  mente  pensante, uma  Ânima  Mundi ou  alma  do  mundo. Esse conceito não é novo, Platão já se referia a alma do mundo, mas só agora a ciência parececomeçar a se abrir para essa idéia. Semelhante à rede mundial de computadores, a Internet, a mente de Gaia une a tudo por meio de fios comunicacionais, os campos morfogenéticos de   Sheldrake.   Isso   significa   que   de   algum   modo   a   Terra   pode   comunicar-­se   com   a humanidade e esses cientistas acreditam que as práticas xamânicas e a arte são algumas dessas formas. A Dança Tribal deve ser entendida, nesse âmbito, não apenas como uma manifestação artística, mas como aquilo que a Arte tem de mais próximo da expressão mítica, como uma linguagem semelhante a dos mitos e dos sonhos.

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