quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ela caminha em formosura:

Lord Byron
Ela caminha em formosura, noite que anda 
num céu sem nuvens e de estrelas palpitante, 
e o que há de bom em treva ou resplendor 
se encontra em seu olhar e em seu semblante: 
ela amadureceu à luz tão branda 
que o Céu denega ao dia em seu fulgor. 

Uma sombra de mais, em raio que faltasse, 
teriam diminuído a graça indefinível 
que em suas tranças cor de corvo ondeia 
ou meigamente lhe ilumina a face: 
e nesse rosto mostra, qualquer doce idéia, 
como é puro seu lar, como é aprazível. 

Nessas feições tão cheias de serenidade, 
nesses traços tão calmos e eloqüentes, 
o sorriso que vence e a tez que se enrubesce 
dizem apenas de um passado de bondade: 
de uma alma cuja paz com todos transparece, 
de um coração de amores inocentes.

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