quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eu e o Vento; Macabria; Mãe-Natureza

Eu e o vento
Eu e o vento somos um só.
Vagamos por ai
tentando decifrar
Cada pequeno
 pensamento,
O que as pessoas
desejam
no exato momento.

Eu e o vento somos um só.
Hora leve,
Hora em fúria,
Hora triste e cheio de amargura
Com aqueles que não encontram cura
Para seu astral,
Hora tão alegre e livre
Que chega a fazer um romântico vendaval.

Eu e o vento somos um só.
Nós rimos
E pranteamos
Nos decepcionamos
E amamos
Mas nós sempre
Perdoamos.
 Eu e o vento somos um só.


Macabria

Estou só
Congelando junto ao vento,
Que sopra furiosamente
A esperança,
Desesperadamente procurada.

Sou um pobre corpo
Abandonado, crucificado.
Não reconheço meu pecado,
Mas, tenho certeza que minha alma
Está perdida

E o que me resta?
Lamentos, prantos,
Vivência sem encantos.
Será que isso pode ser
Nomeado de viver?

Eis este o inferno
Onde outras almas perturbam a toda hora
Quando as alegrias inexistentes
Que colocava em minha mente
Cansam e vão embora

Cada vez mais é aumentado o fogo
Brincadeiras macabras, olhos de corvo.
Dias lutando, me mantendo na linha
Deste mundo de escuridão.
Mas estou aqui, ainda sozinha.

Mãe-Natureza
Estamos a obsevar árvores toscas
narcisos murchos, rosas roxas
E por que não caminhar na terra macia?
Onde nasce o lindo gramado
que abaixo dele é plantado
o leito de um homem no seu ultimo dia.

Seres que nos parecem 
sem nenhuma vida,
precisam do nosso favor.
Eles sentem alegria, 
não são vazios
e passam amor.

Esculte os ventos,
alimente-se
do tempo.
Fique atento 
e evite o 
sofrimeto

Nossa lei
voltará em três.
A vantagem para aqueles
que se uniram
e o medo para quem
não pensou nenhuma vez.

2 comentários: