segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Poemas: Um pulo para o inferno; Desejo; Possessão



Um pulo para o inferno
O telefone toca
em uma frequencia absurda
Ninguém atende...
Sinto o vento
e ouço vozes de tormento
Ninguém mais sente minha falta,
ninguém mais.

Lembro das palavras saindo de sua boca
dizendo que me odeia.
É melhor eu ir embora
e me por junto ao Sol
para descansar na noite
e não mais retornar.
Ninguém mais sente minha falta,
ninguém mais.

Olho o vazio, 
sinto frio.
Impossivel descrever 
a dor que me invadiu.
Ninguém mais sente minha falta,
ninguém mais.

Pessoas passam na rua
olham e não se imporam,
ou talvez, 
nunca notam.
Ninguém mais sente minha falta,
ninguém mais.

Ouço o barulho do vento
nas folhas de um coqueiro
O barulho das lagrimas
que juntam-se à minha saliva de abandono.
Ninguém mais sente minha falta,
ninguém mais.

Só mais três passos
e um pulo,
um pulo de cabeça
diretamente à terra.
Quem sabe a sete palmos dela
alguém me ame.

Desejo
Oh, como eu desejo
me embriagar do teu corpo,
dormir no teu porto 
e nunca mais acordar 

Desejo teus beijos infinitos 
e teus abraços 
amorosos e amigos,
sentindo o aroma dos teus turíbulos. 

Oh, como eu desejo 
olhar novamente em teus olhos rutilantes, 
que seduzem-me a todo instante 
junto ao teu lindo semblante. 

Desejo sentir todo prazer
que só você proporciona-me, 
Apagando as máculas da melancolia 
esta que toma-me noites e dias. 

Vem meu amor,
faz-me sentir torpor. 
Coloque-me em sua ara,
estou completamente apaixonada.

Vem meu amor 
mate-me novamente, 
Sacia meu desejo crente 
em tuas carícias.

Eterna será nossa chama 
eternas volúpias de quem se ama.
Eterno todo o sentimento, 
eterno o toque de nossas bocas sacrossantas.

Apenas uma unica alma, 
Apenas um único ser.
Apenas nós dois
Apenas um jeito insólito de se viver.


Possessão

Meu ser vampírico
morre de sede de ti.
Meu demônio
quer consumir- lhe
rasgar-te em mínimos pedaços.
E quando as garras
e presas afiadas
chegaram à tua alma...
gritaras de puro prazer.
Depois de te seduzir
lhe farei servir
ao meu ser supremo.
Já não és mais
a ovelha alva do rebanho,
Porque arrancastes
meu vestido vermelho
com luxúria.
Irei embora
porém deixarei o resto
dos desejos de pecado para ti.
E quando voltar
na cama me jogarás
como um lobo faminto.
Sem se preocupar
onde iremos estar,
me marcarás.
Seus olhos não 
refletem mais
a inocência.



4 comentários:

  1. Seus poemas são encantadores. São grandes, mas não são cansativos, pois eles prendem a atenção de um jeito tão profundo que você só vai perceber quantas linhas ele possui quando termina de ler.
    Parabéns. Sou fã.

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  2. Acabei de descobrir a parte que tava oculta em mim, esses poemas são muito lindos

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