segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Poemas: Pequena Criança.; No cemitério; Kate


Pequena Criança
Não chores pequena criança
seu criador dorme em paz
Não te preocupes
hoje o dia esta nublado
Pequena criança, não se desespere
se ainda há esperança
O mundo torna-se leve
quando o encaramos com vontade

Não há ninguem que seque
tuas lagrimas.
Não há ninguém que tome
tuas escolhas.
Não chores pequena criança
o anjo de fogo 
te ilumina.
Não temas, pois ele já te espera.

Em um cemitério

Sempre sento em uma sepultura
onde toda vez há um par de velas acesas
ao lado de uma estatueta 
de um anjo tocando trombeta.

Não é a porta nem janela
da liberdade
mas aqui posso enxergar
toda a verdade.

Atrás de portões e muros
não há perigo
só ar puro 
e meus ruídos.

Sim, existe um cheiro amargo
mas ele não é tão caro
quanto minha vida
nessa sociedade fúnebre, mal compreendida

Sem exageros
meus conceitos
são aceitos
pelas almas que rodeiam aqui perdidas

O peso do mundo
caí diretamente à mim
A ignorância tem de ter um fim
porque o vazio não é o oculto.


Kate
 
Sua vida 
era cercada
de arames farpados
Sua força 
era destruida
por pessoas gananciosas
Sua única liberdade
era o contato com a Mãe-Natureza
Pobre donzela, 
não havia Natureza!

Atormentada 
por mentiras
caida 
na escuridão
Pobre donzela, não chores
um dia 
lhe ouvirão
Suas crises psicóticas
apareciam a cada espirito sugador de alma
que ela sentia

Tudo o que Kate ama: 
Ódio
Toda alegria de Kate: 
Tristeza
Tudo o que Kate deseja: 
Vingança
Toda lagrima que Kate chora: 
Morte
Tudo o que Kate ver: 
Seu túmulo

3 comentários:

  1. Suas críticas para com a sociedade estão bem destacadas nesses poemas, de um jeito obscuro, mas não deixam de ser vistas. Gostei pra caramba. Você tem uma ótima visão de tudo.

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  2. Vc transforma coisas sombrias em coisas belas. Tem muito talento. Parabéns

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  3. me parece que vc é a Kate no poema, aliais, muitas pessoas são

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