quarta-feira, 25 de maio de 2011

Álvares de Azevedo

Meu sonho

Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras

Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?


Cavaleiro, quem és? - O remorso?
Do corcel te debruças no dorso...

E galopas do vale através...
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?


Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,

Macilento qual morto na tumba?...
Tu escutas... Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?


Cavaleiro, quem és? que mistério...
Quem te força da morte no império

Pela noite assombrada a vagar?

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